O desafio dos departamentos financeiros: controlar os indicadores de risco
10/03/2020
Por Axesor
El reto de los departamentos financieros controlar los indicadores de riesgo

Vivemos numa era em que, em pouco anos, muito mudou nas relações, sejam estas pessoais ou empresariais. A interligação a todos os níveis – financeiro, comercial, laboral e humano – é praticamente perfeita e a instantaneidade causou uma disrupção no mundo a que não estávamos habituados.

No entanto, o gatilho deste desenvolvimento foi o setor financeiro, que experimentou uma autêntica revolução do ponto de vista das transações de fundos. Ao estabelecer-se a União Monetária Europeia, foi criado o sistema TARGET (TransEuropean Automated Real-Time Gross settlement Express Transfer). Este sistema surgiu para facilitar a unificação da tesouraria das instituições financeiras num único local, algo que permitia realizar uma melhor gestão, mais controlada e com uma considerável economia de custos.

Atualmente, as plataformas de gestão de risco desenvolvidas no contexto B2B são a nova solução que complementa o financiamento bancário. Esta forma de ‘empréstimo’ proporciona às empresas outras alternativas de crédito, podendo ser aplicadas tanto a fornecedores quanto a clientes.

As empresas Fintech proporcionam serviços online que se destacam pela agilidade, segurança e eficiência. Num contexto B2B, as empresas podem contar com estas plataformas e com os recursos suficientes que lhes permitam estabelecer uma estrutura para suporte financeiro através do crédito comercial. Adicionalmente, a tecnologia blockchain e sua aplicação ao mundo das cripto moedas veio trazer novas alternativas que se tornarão essenciais para o financiamento das empresas.

Essas fontes de financiamento devem ser consideradas para diversificar as opções de investimento alheio, fortalecendo uma estrutura de negócios caracterizada pela prudência. O acesso a novas fontes de financiamento, em que a liquidez seja a protagonista, permitirá fomentar os projetos de negócios. Esses projetos são essenciais para o crescimento e desenvolvimento pleno da atividade global da empresa.

Neste sentido, um gestor deve saber tirar proveito de todas as fontes de financiamento que estão ao seu alcance e não temer uma potencial recessão. Aprender com os erros e desenvolver uma estratégia permitirão aperfeiçoar a eficiência da gestão financeira para que a empresa cresça no seu mercado.

Na ótica dos gestores, um limite de crédito eficaz é uma alavanca para o crescimento da empresa. No entanto, atualmente, não é comum que os limites de crédito se atualizem diariamente devido ao custo/trabalho que isso representaria para as empresas. O mais comum é que os limites de crédito se atualizem anualmente ou quando o cliente atinge o limite por aumento das vendas.

De facto, não é comum que os limites de crédito tenham em conta variáveis da própria empresa/negócio. Na sua maioria, os limites de crédito são estabelecidos a partir dos relatórios comerciais ou seguros de crédito, não estando diretamente relacionados com a empresa ou com os seus objetivos. Esses limites de crédito são integrados na empresa para que o ERP possa, quando conveniente, contestar operações. Contar com informações acerca dos pagamentos e receitas que envolvem a empresa é determinante no momento de definir o limite de crédito, fomentando dessa forma a credibilidade da organização.

Outro ponto importante é a transparência do limite de crédito no momento da venda. O limite de crédito deve ser do conhecimento do cliente, para não gerar desconfiança.

Este é, em resumo, o grande desafio que os departamentos financeiros atuais enfrentam: a enorme dificuldade em gerar credibilidade e a necessidade de atualização constante dos limites de crédito. Existem poucas empresas que possuem recursos qualificados para poder criar um modelo à medida por forma a fazer face à ineficiência que apresentam os relatórios comerciais. Portanto, estando os indicadores de risco controlados, o desafio dos departamentos financeiros consiste em contribuir ativamente para um aumento das vendas (mantendo os riscos monitorizados), impulsionando a empresa no sentido do crescimento.